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Transição de carreira: o que mudou e como fazer a sua em 2020 – Blog da Bru Fioreti

Bru Fioreti

Agilidade, flexibilidade, mais contato com tecnologia e trabalho de branding pessoal: eis os pilares da nova transição profissional (Foto:Pexels)

O que mudou e o que ainda vale quando a gente fala em transição de carreira?

É tanta transformação de cenário que parece ultrapassado recomendar a alguém fazer uma transição profissional nos moldes de 5 ou 10 anos atrás. Até então era sobre investigar o que queria fazer, começar a estudar e trabalhar na nova área em paralelo com a atual para ganhar experiência e/ou clientela, guardar um dinheiro para mudar com tranquilidade e se lançar no novo mercado.

Essa lógica ainda vale? Sim, em parte. Encontrar-se, treinar, estudar, se preparar financeiramente e ter coragem de mudar continua a ser a sequência óbvia e eficiente para mudança de área.

Mas, se quiser embarcar numa mudança agora, de 2020 em diante, vai precisar de mais. Agregue à “receita” anterior pelo menos esses quatro aspectos:

  1. agilidade
  2. flexibilidade
  3. trabalho de marca pessoal
  4. mais contato com tecnologia

Minitransições profissionais na prática

De 2020 em diante, a transição profissional precisa se dar antes da maturação completa da nova área. As coisas precisam andar, mesmo que imperfeitas, entende?

Enquanto você se testa, precisa já ir trabalhando seu nome na nova seara, comunicando que mudou, anunciando suas novas habilidades por meio de um trabalho contínuo de branding pessoal.

Por quê? Porque a rede social facilitou esse trabalho e, se você não o fizer, alguém estará fazendo — e bem. No Linked In, no Facebook, no Instagram, no Whats App e até nos eventos presenciais…

Além disso, os mercados saturam muito mais rapidamente, e quanto antes você já estiver nele, “hackeando” suas facilidades, mudanças tecnológicas e agruras, mais capacidade terá de mudar o que for preciso e se destacar no meio. Daí os aspectos que adicionei à transição de carreira (lembra? agilidade, flexibidade, tecnologia e marca pessoal).

Para levar isso a cabo, vale mais pensar em termos de “minitransições de carreira”: você acompanhando as mudanças constantes na sua área de atuação enquanto elas acontecem, sem grandes rupturas. Apenas se adaptando aqui e acolá ao que cada semestre vai trazendo de novo.

Com flexibilidade e agilidade para testar novas ferramentas e formatos, inteirar-se sobre tecnologias ascendentes, conversar com possíveis clientes e assim por diante.

A cada novo semestre, uma minitransição aplicando os quatro itens, consegue pensar assim? Você vai evoluindo na velocidade do mercado e vai mudando de área, só não drasticamente.

Se não souber nada mais, saiba mudar

Esse papo sobre mudança é real e abrange todas as áreas.

Até 2025, conforme divulgado no Fórum Econômico de 2018, a precisão é que criemos 133 milhões de novos empregos e tenhamos 75 milhões de empregos extintos. Seja lá o viés que você tiver para olhar o futuro, mais ou menos pessimista, fato é: muita coisa vai mudar. E rápido — estamos falando de 2025!

Estudo encomendado pela Dell projetou que 85% das profissões que teremos em 2030 ainda não existem. Podem até ter base no que já está aí, mas serão reinventadas sob a influência da inteligência artificial.

Ok, e como é que a gente se prepara para esse mercado? Eu diria que se preparando para as mudanças. Ou melhor, adaptando-se ao fato de que vai precisar estar em constante mudança.

É sobre aprender a aprender, para usar termo que apareceu na própria pesquisa da Dell. Você pode não saber o que vem aí, mas sabe que vai precisar aprender logo, logo.

Fazer as pazes com esse modelo, sendo ágil e flexível, é se libertar da ideia de esperar o grande momento de transição e abraçar um novo modus operandi, o das minitransições profissionais. O do aprendizado e da mudança que estão sempre logo ali.

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O que fazer na prática? Aqui tem 4 dicas

1. Estude tecnologia nem que for só para perder o medo. Em emprego formal, essa habilidade será básica, vão esperar isso de você. Em trabalho solo, também será inevitável lidar com inteligência artificial e as mais diversas formas de tecnologia em algum nível. Nem que seja para contratar alguém para te ajudar… você vai precisar saber o mínimo. Pare de fugir da tecnologia, procure saber o que é inteligência artificial, abrace a postura de aprendiz.

2. Escolha qual minitransição profissional  fazer agora. Se você anda infeliz na sua área e tem vontade de mudar, não espere ter muito dinheiro guardado nem todo o estudo concluído, escolha já a mudança possível! Qual a minitransição de carreira que dá para começar já? Ou seja, como pode começar a atuar na nova carreira/profissão/área com os conhecimentos que já tem e com alguma segurança? Comece no nível que estiver a se testar, sem necessariamente largar o que faz hoje.

3. Escolha uma rede social para trabalhar sua marca. Defendo a criação de uma marca pessoal forte porque é ela que vai te “carregar” de profissão em profissão. A sua área muda, a sua empresa fecha,  os seus gostos se alteram, mas a sua marca permanece acima de tudo o que faz profissionalmente para te ajudar a ter credibilidade e simpatia. Use as redes sociais para ter presença digital e comunicar inclusive seus novos interesses, o que anda aprendendo. É nas redes que vão te procurar quando começar o negócio ou o emprego novo.

4. Aprenda a aprender criando uma agenda fixa para desenvolvimento profissional. Não vai esperar o MBA nem aguardar ter um treinamento na empresa para sacar qual é a daquele app novo! Exerça já a lógica do microaprendizado e de uma vez por todas comece a fazer a curadoria do própria conhecimento.  Suas “minitransições” virão, em grande parte, desses aprendizados aplicados todo mês.

 

 

 

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