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Saiba como fazer a sua parte no Dia Mundial da Limpeza Urbana

Saiba como fazer a sua parte no Dia Mundial da Limpeza Urbana
Rios são alvo de descarte irregular (Créditos: Divulgação/Comusa)

Novo Hamburgo – Para conscientizar a população sobre a necessidade de colaborar para a limpeza urbana e o descarte correto da sujeira, além de estimular o trabalho voluntário na manutenção desses espaços, o Dia Mundial da Limpeza Urbana, celebrado na terça-feira, dia 27, é também um momento para repensar a forma como utilizamos a água no nosso dia a dia. Ações simples, como não utilizar água tratada para lavar calçadas, carros e, até mesmo, molhar plantas, podem evitar o desperdício e ajudar o meio ambiente.

O diretor-geral da Comusa – Serviços de Água e Esgoto de Novo Hamburgo, Márcio Lüders, afirma que a autarquia trabalha para ajudar a conscientizar a população sobre o descarte adequado de lixo na cidade. “É assustador o que encontramos nas galerias de esgoto. Principalmente materiais de construção usados em obras e que ficam nas ruas e, na primeira chuva, entopem os bueiros e causam alagamentos”, comenta. “Já encontramos até pneus nas galerias. E são coisas que não apodrecem e não vão se biodegradar.”

De acordo com o Diretor de Relacionamento com o Cliente, Silvio Klein, o descarte correto do lixo de cada pessoa pode trazer um impacto muito positivo para o Município. “Cada vez que temos um período de chuva após muitos dias secos, o lixo que desce para os arroios e Rio dos Sinos deixa a água preta, intratável. É por isso que insistimos que o lugar de lixo é no lixo, não no vaso sanitário, na pia, nas ruas e, muito menos, dentro dos rios”, explica.

Klein destaca que, mesmo objetos pequenos, como papel higiênico e restos de comida, acabam impactando na poluição e dificultam o tratamento da água. “Não importa se é só um pedacinho de papel no vaso, ou uma fralda biodegradável, a natureza não vai ter tempo suficiente para decompor e isso vai acabar nos arroios, que vão despejar essa sujeira toda no rio.”

Reaproveitamento – O consumo consciente de água potável e a redução no uso diário também tem um impacto positivo no dia-a-dia de uma comunidade. No entanto, se a água for indispensável para a limpeza de um local, uma boa solução pode ser o reaproveitamento, principalmente, de água da chuva para esse fim. Na Comusa, o projeto Guarde a Chuva oferece orientação na criação de cisternas que captam água da chuva para reutilização. Ao todo, mais de 40 escolas municipais de Novo Hamburgo aderiram ao projeto e utilizam cisternas para reduzir a utilização de água potável em atividades diversas. “No Brasil, uma pessoa utiliza em torno de 150 litros de água por dia. Se mais pessoas aderirem a essa prática, o impacto na redução do consumo vai ser significativo”, comenta Klein.

Para construir uma cisterna, é necessário um reservatório, tubos e conexões de PVC e tela de mosquiteiro, que ajudará a impedir a entrada de folhas, pedras e insetos. O preço médio para a confecção varia entre R$ 150,00 e R$ 300,00. A água captada pela cisterna pode ser utilizada na lavagem de carros e calçadas, na irrigação de jardins e hortas, além de muitas outras atividades que não necessitam de água potável para a sua realização. Quem tiver interesse, pode consultar as equipes da Comusa para auxílio pelo e-mail socioambiental @comusa.rs.gov.br.

Dicas para reaproveitar a água da chuva:

  • Irrigação de canteiros e jardins;
  • Limpeza de pisos calçadas e playgrounds;
  • Lavagem de veículos, entre outros;
  • Em casos de coletas mais elaboradas, a água pode ser utilizada, inclusive, para descargas de banheiro e lavagem de roupas.

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