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Rita Pereira chora perda da cadela. Especialista explica como fazer o luto

Rita Pereira chora perda da cadela. Especialista explica como fazer o luto

A perda de um animal de estimação é sempre avassaladora. O texto de Rita Pereira, no qual se despede-se da sua cadela, é reflexo disso mesmo. “A minha Hyndia morreu. A minha Hyndia. Morreu na praia, num dia lindo, com um sol de Outono lindo, a correr atrás de pedras, como tanto adorava, nos braços da pessoa que mais a amava”, escreveu a atriz num post, onde quis mostrar que nem só de alegrias se fazem as redes sociais. “Hoje estou muito triste. Muito mesmo. Sabia que esta tristeza um dia ia chegar, mas não pensei que fosse já”, desabafou na noite de segunda-feira, 9 de dezembro.

Uma mensagem na qual Rita Pereira evocou os momentos e as conquistas que viveu ao lado desta companheira de jornada. “Fez-me tão feliz, acrescentou tanto à minha vida. Quem convive comigo sabe que a levava para todo o lado”, recordou.

“Foi comigo para o teatro, para as gravações, fez capas de revista, entrou em novelas, foi a programas de tv, fez campanhas publicitárias, fez sorrir tanta gente. (…) Confortou-me em momentos difíceis, enxaguou as minhas lágrimas, fez-me rir à gargalhada, cuidou do Lonô”, enumerou, elencando momentos que a atriz foi dando conta ao público e partilhando ao longo de anos nas plataformas de Instagram e Facebook.

“Era tão inteligente. Nunca usou uma coleira ou uma trela, seguia-me para todo o lado. (…) Tenho muito orgulho dela. E uma coisa é certa, dei-lhe todo o meu amor e sei que a fiz muito feliz nestes 10 anos ao meu lado. Para sempre, a minha Hyndia”. Para lá de Hyndia, Rita Pereira tem ainda uma outar cadela: a Heyvi

Ao Delas.pt, Teresa Andrade explica, por escrito, como lidar com a perda de um companheiro desta natureza. A psicóloga Clínica e docente no Instituto Universitário Egas Moniz deixa algumas pistas sobre o que fazer e quais os efeitos da morte de um animal de estimação sobre os bebés, mesmo quando são ainda muito pequenos.

Que diferenças existem no luto por perda de uma pessoa ou de um animal? Se é que existem? Porquê?

O luto é um processo de adaptação a uma perda permanente e não reversível de alguém ou algo que fazia parte constante da nossa vida, da nossa rotina e dos nossos afetos, quanto mais presente estava e mais forte a relação mais difícil é. Nas pessoas, como o tempo de vida esperado é normalmente maior, a perda é mais complicada e mais duradoura porque imaginamos sempre que podia ter vivido mais. Nos animais, embora a intensidade da relação possa ser equivalente à que temos com uma pessoa, já sabemos que não vão viver tanto tempo. A intensidade da perda pode ser a mesma, mas para a perda do animal estamos mais preparados.

O que deve o enlutado fazer para lidar melhor com a perda?

Tem de compreender aos poucos que a vida pode prosseguir de outras formas, encontrar novas rotinas e equilíbrios. O luto não desaparece, mas a vida pode continuar com a saudade e lembrando as coisas boas por que passaram juntos, as boas memórias e a sorte que foi termos tido aquela pessoa ou animal connosco por algum tempo. A morte é inevitável, mas o que de bom se viveu não se perde, fica no nosso coração.

Deve-se ou não procurar um novo animal e porquê?:

Um novo animal pode trazer alguma alegria e é bom para o animal também. No entanto nunca substituirá o que partiu. É uma outra história, é ter esperança em construir algo novo e é bom.

Sendo um animal que conviveu com o bebé no primeiro ano de vida deste, há sinais da ausência notados pelo bebé? Se sim, como os colmatar?

Os bebés muito jovens sentem já as ausências dos que lhe são queridos e podem apresentar sinais de tristeza ou de procura do animal de estimação. Quando são pequeninos por vezes ainda é difícil explicar-lhes o que aconteceu, mas um dia mais tarde pode ser contado o que aconteceu. Falar dos que nos são queridos e nos fazem falta é importante para as crianças e para os adultos. As soluções dependem de criança para criança e dos pais. Adotar outro animal pode não ser, por si só, a solução. A criança também se adaptará com o carinho dos pais a lidar com momentos mais difíceis que irão acontecer durante toda a sua vida. A morte faz parte do nosso caminho.

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