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Especialistas orientam como fazer compras no supermercado sem gastar muito – Economia

Especialistas orientam como fazer compras no supermercado sem gastar muito - Economia
Saiba como fazer uma boa compra sem comprometer o orçamento  (Foto: Divulgação)

Com o valor dos alimentos aumentando cada vez mais, os consumidores tentam encontrar saídas para conseguir encher os carrinhos de produtos e gastar menos. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), uma família precisa ter uma média salarial de R$ 3.960,57 para arcar com as despesas básicas de quatro pessoas, o que corresponde a 4,15 vezes o salário mínimo.  

Para auxiliar os consumidores nessa questão, Ulisses Lupino e Rodrigo Moura, docentes da área de gestão e negócios do Senac, nas unidades Araraquara e São Carlos, respectivamente, explicam como fazer uma boa compra sem gastar tanto.
Para os especialistas, tudo começa antes mesmo do consumidor sair de casa. É necessário elaborar uma lista de compras do que é primordial e segui-la à risca. Esse planejamento pré-compra evita desperdícios, como adquirir produtos repetidos, por impulso ou em quantidades maiores. Outra medida que pode ser tomada é estipular um valor máximo para gastar e não ultrapassá-lo.  

Segundo Ulisses, o ideal é fazer uma pesquisa de preços antes de decidir onde as compras serão feitas, em atacadões ou nos atuais atacarejos, que costumam ofertar produtos mais em conta. “Se a família for grande, compensa realizar as compras nos atacados. Caso contrário, o cliente pode convidar amigos para fazê-la em conjunto. Assim, conseguirá adquirir itens em grandes quantidades e com melhores preços”, explica. 

Muitos consumidores não sabem também qual a melhor data para realizar suas compras. Por isso, Rodrigo indica que elas ocorram na segunda quinzena do mês, período em que há uma queda normal de vendas e as empresas fazem promoções para melhorar o fluxo de caixa. “A principal dica é não entrar no supermercado quando ele está muito cheio. Por exemplo, no 5º dia útil, quando a maioria das pessoas recebe o salário. Isso gera um senso de urgência nos clientes, que acabam comprando por impulso”.  

Ainda de acordo com Rodrigo, é importante analisar ofertas do tipo leve 5 pague 4 e similares. “Nem sempre são vantajosas. O consumidor precisa verificar o preço unitário do produto nas prateleiras e, em seguida, calcular o valor aplicado nele na promoção para saber se a oferta compensa ou não”. Com relação aos produtos próximos do vencimento, o docente afirma que é comum que eles caiam de preço, mas deve-se avaliar se vale a pena comprá-los, pois devem ser consumidos rapidamente.  

Na hora de pagar pelas compras é preciso redobrar a atenção, pois os preços podem mudar. “Muitas vezes, o valor que estava marcado na prateleira vira outro quando chega ao caixa. Além de conferir a etiqueta, o consumidor precisa checar os pesos das frutas e legumes nas balanças e seus respectivos preços”, explica Ulisses.
Outra sugestão dos docentes é para que os consumidores optem, sempre que possível, por pagar as contas à vista ou no cartão de débito. Dessa forma, evitam-se surpresas em faturas de cartão de crédito e o efeito bola de neve nas dívidas da casa.  

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