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Como fazer uma venda de carta de crédito de consórcio contemplado?

Como fazer uma venda de carta de crédito de consórcio contemplado?

Existem várias formas de comprar um bem sem ter que pagar à vista. O financiamento é uma delas e o consórcio é outra. Com ele, você paga parcelas mensais e recebe o veículo ou imóvel quando for sorteado. Entretanto, pode acontecer de você desistir do consórcio, por não querer mais aquele bem, precisar do dinheiro ou não ter como pagar aquelas parcelas todos os meses. Por isso existe a opção de venda de consórcio, que está prevista no artigo 13 da Lei nº 11.795/08.

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Quando o consórcio já está contemplado, ou seja, já foi sorteado para receber o bem, fica ainda mais fácil fazer a venda. Quanto antes você fizer a venda, porém, é melhor, pois menos você terá investido e mais conseguirá lucrar com o repasse da carta. No entanto, é preciso realizar algumas etapas para conseguir realizar a venda.

Passo-a-passo para vender seu consórcio

Para fazer a venda da sua carta, você precisa entrar em contato com a administradora do seu consórcio e verificar se ela oferece esse tipo de serviço. A transferência de cota, muitas vezes, só pode ocorrer por ela, que irá auxiliar no processo, verificar a documentação e registrar os contratos. A empresa também vai avaliar se o comprador tem de fato condições financeiras para pagar as parcelas.

É a administradora que vai procurar um interessado quando você manifestar sua vontade de vender a cota, encaminhando as propostas por você. Vale observar que, no momento em que você adquire o consórcio, você assina um Contrato de Adesão. Lá está especificado como funciona a transferência de cotas, se há taxas envolvidas etc.

Há casos em que a administradora não se envolve em todas as etapas e cabe ao cliente ir atrás de um comprador. Nesse momento é preciso ter muito cuidado, deixando para passar informações pessoais e fechar o negócio na presença dos responsáveis pela transferência. Também por segurança, é essencial fazer um contrato da venda da carta, com todos os direitos e as obrigações de cada uma das partes.

Como definir o valor de ideal?

Depois, você precisa definir o valor de venda da sua carta de consórcio. A conta não é simples, pois você precisa incluir as parcelas que já pagou, as taxas, além de diminuir o valor das parcelas que o comprador terá de pagar. Existe uma fórmula para isso:

Valor da venda = (Valor do Crédito/2 + Valor Pago) /2

Se o valor pago no consórcio já ultrapassa a metade das parcelas, porém, essa fórmula não é tão eficiente. Vale conversar com a administradora e com especialistas para chegar a uma quantia que seja boa para todas as partes.

Normalmente a venda demora de uma semana a um mês para ser finalizada. Quanto maior a margem de lucro que o vendedor busca, mais pode demorar para conseguir vender. A espera, entretanto, pode ser a melhor opção, se você quer que seu consórcio seja de fato um investimento mais lucrativo do que as aplicações bancárias.

Consórcio é considerado um investimento?

Depende do que você comprou pelo consórcio, quanto pagou e como vai usar esse bem. Considerando que existem taxas e juros e você pode demorar para conseguir ter acesso ao bem, isso nem sempre pode ser considerado um investimento. A situação é pior quando falamos de veículos, que desvalorizam com o tempo.

Se você compra a sua carta para vender com uma margem de lucro ao ser contemplada, aí ele pode ser considerado um investimento. Ou então, se você compra um bem para alugar, aí você usa o consórcio para garantir uma renda fixa no futuro. Outro caso é quando você compra um veículo para ganhar dinheiro com ele, usando em apps de caronas compartilhadas, por exemplo.

Para os casos de quem está com dinheiro parado e quer investir em um consórcio para aumentar a renda, existem opções melhores. É possível investir em um imóvel na planta, que irá valorizar com o tempo; investir em ações de empresas que estejam em crescimento; investir em fundos imobiliários, para ganhar dinheiro nesse mercado sem comprar um imóvel; ou mesmo investir em renda fixa, como, por exemplo, os CDBs ou Tesouro Direto.

Vantagens e desvantagens do consórcio

Entre as vantagens, estão os juros menores do que os dos financiamentos, a possibilidade de vender caso você desista e poder pagar o valor das parcelas à vista se você for contemplado. Outra vantagem é você poder ser sorteado logo no início, pagando parcelas relativamente baixas para usar algo que comprou logo após a contratação.

O risco é uma desvantagem, pois as administradoras dos consórcios podem falir. Outra situação ruim é quando há muita inadimplência e a empresa acaba tendo que equilibrar isso aumentando o valor das parcelas. Além disso, seu dinheiro não rende como em outros investimentos.

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Imagem: prostooleh, via Freepik.

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