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Com a proximidade da Black Friday, confira dicas de como fazer um bom negócio

Black Friday 2019: pela 1ª vez, brasileiro deverá comprar tanto em lojas físicas quanto na internet

Com a proximidade da Black Friday, confira dicas de como fazer um bom negócio. A maior liquidação do varejo do país — a Black Friday — vai acontecer no dia 29 de novembro, ou seja, daqui a um mês. Por isso, os especialistas recomendam aos consumidores que comecem desde já a pesquisar preços, para conseguirem as melhores ofertas e não caírem nas armadilhas dos falsos descontos. E o EXTRA foi atrás de algumas dicas para que o leitor possa tirar o maior proveito desta data, comprando o que realmente está em promoção, e não “tudo pela metade do dobro”.

A maior reclamação dos consumidores é sobre a atitude de muitos varejistas de aumentar os valores dos produtos semanas antes para depois conceder abatimentos. Estudiosos sobre consumo — como Ricardo Teixeira, coordenador do MBA em Gestão Financeira da Fundação Getulio Vargas (FGV) — consideram que 30 dias antes é um bom momento para começar a pesquisar, acompanhando a evolução dos preços.

Outra razão para começar a pesquisar cedo é que cada vez mais os varejistas estão antecipando as promoções e fazendo eventos “pré” e “esquenta” Black Friday, já no início de novembro. A data começou com descontos em eletrônicos, mas já ficou tão grande que hoje todas as categorias disputam a atenção dos consumidores. Para o varejista, a vantagem é fisgar o comprador antes da concorrência.

— As promoções antecipando a Black Friday são uma tendência. É uma forma de o varejista chamar a atenção do consumidor sem tanta competição. Os descontos podem não ser tão agressivos, mas a venda é mais certa e tranquila, já que na data os estoques podem acabar — disse Ricardo Bove, idealizador da Black Friday.

Neste ano, o comércio está ainda mais animado, pois os trabalhadores já começaram a receber o saque imediato de R$ 500 do FGTS. Neste caso, todos terão os recursos liberados até dezembro. Por isso, a expectativa é que as vendas deste ano superem as de anos anteriores.

— Este ano, o evento deve ser maior, crescendo, pelo menos, 10%. Outras datas comemorativas já vêm registrando mais vendas, e a Black Friday tem ganhado cada vez mais relevância, incluindo o segmento offline. Até o setor de serviços está entrando — afirmou presidente da Send4, startup que oferece soluções para o varejo online.

Varejistas preparadas

Os varejistas estão esperando um aumento nas vendas neste ano em relação ao ano passado, alavancado pela pequena retomada da economia pelo país e pelo saque imediato do FGTS. Segundo a pesquisa da consultoria Ebit/Nielsen, o faturamento das vendas no varejo online na própria sexta da Black Friday e no dia anterior neste ano será 18% maior que no ano passado. Mas o evento está cada vez maior nas lojas físicas , que deve ter crescimento também.

— A Black Friday começou como um evento no E-commerce, mas o varejo offline está muito envolvido com a data, que também está se expandindo para outros setores fora dos eletrônicos, como moda, beleza e mesmo bebidas — disse Ricardo Bove, idealizador da Black Friday.

As Lojas Americanas, por exemplo, afirmou estar reforçando o estoque nas mais de 1.500 lojas físicas pelo país. E, neste ano, abrirá mais de 400 lojas à meia-noite, em todo o Brasil. Já a Magazine Luiza afirmou que irá fazer promoções durante todo o mês tanto nas lojas físicas como na internet, com descontos que devem chegar a 70% sobre o preço praticado.

Não se enrole com as compras

Segundo uma pesquisa da BlackFriday.com.br, 97% das pessoas afirmaram que costuma pesquisar preços antes da Black Friday. Mas, em 2018, 50% compraram algo que não havia planejado.

— As promoções afloram nosso lado consumista. É preciso ficar alerta para não cair na armadilha de comprar o que não é necessário e gastar mais do que se deve — alertou Ricardo Teixeira, coordenador do MBA em Gestão Financeira da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Nesta época do ano, as pessoas também recebem a primeira parcela do 13° salário. Esses recursos deverão se somar ao saque imediato do FGTS. Os especialistas alertam que a prioridade deve ser sempre pagar as dívidas. Para quem não tem débitos, no entanto, a renda extra pode dar uma falsa sensação de riquez. Mas é preciso se lembrar dos gastos extras de início de ano, incluindo impostos, como IPTU e IPVA.

Outro erro pode ser parcelar as compras até o ano que vem e desconsiderar que, no início do ano, haverão reajustes de várias tarifas. Cuidado para não começar o ano com dívidas no cartão de crédito.

Confira as dicas e se prepare
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O QUE É ESPERRADO PARA ESTE ANO

Black friday 2019

Uma pesquisa da Ebit com Nielsen sobre a estimativa dos varejistas online para a Black Friday de 2019, mostrou que é previsto um aumento nas vendas em relação ao ano passado. A estimativa é que entre a quinta e sexta-feira o faturamento suba 18% e chegue a R$ 3,07 bilhões . O número de pedido deve subir 15%, chegando a R$ 4,91 milhões , e o valor médio gasto deve aumentar 3%, chegando a R$ 626.

Compras para si mesmo

Segundo a pesquisa da BlackFriday.com.br, 98% das pessoas tem a intenção de comprarem para si mesmo. A maior parte, 46,4%, pretende gastar mais de R$ 1000 ; 23,8%, entre R$ 500 e R$ 999; 20%, entre R$ 200 e R$ 499; e 9,8% entre R$ 50 e R$ 199.

Celulares e eletrodomésticos lideram intenção de compra

Ainda segunda a BlackFriday, as intenções de compras são: 36,5% para celulares, 36,3% para eletrodomésticos, 29,3% para TVs, 24,1% para itens de informática, 22,4% para móveis, 22,2% para moda, 21,3% para eletroportáteis e 19,2% para viagens e 16,8% em itens de beleza.

Compras online

A expectativa é que pela primeira vez as compras em lojas físicas se igualem às realizadas pela internet, é o que mostra o levantamento realizado pelo Google Brasil. No mercado brasileiro o número de pessoas que compram no físico e virtual, os chamados consumidores “omnichannel”, chegará a 25% em 2019. No ano passado, eram 7%.





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