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Cálculo de custo de funcionário para MEI e ME: Saiba como fazer – Jornal Contábil Brasil

Cálculo de custo de funcionário para MEI e ME: Saiba como fazer – Jornal Contábil Brasil

Entender como é feito o cálculo do custo de funcionário é fundamental para que o gestor saiba quando é o momento certo de fazer uma contratação e de que forma ela impactará os gastos empresariais.

Apesar da importância que um colaborador pode ter para que a empresa alcance os resultados esperados, esse processo de contratação deve ser cuidadosamente avaliado e o gestor deve identificar e listar os novos dispêndios que a empresa passará a ter — a fim de preservar a saúde financeira e manter uma boa margem de lucro.

Neste post, vamos abordar essa influência, quais são as obrigações e os custos que uma empresa tem com seus funcionários, qual é a relação entre encargos trabalhistas e regime tributário e como o cálculo desse custo pode ser feito. Boa leitura!

O impacto da contratação de um funcionário

A contratação de um funcionário é, em muitos casos, essencial para que a empresa alcance os resultados que foram planejados. Contudo, esse aumento na produtividade tem um custo para o negócio, que precisa ser muito bem avaliado.

Esse gasto vai gerar um impacto sobre o faturamento conquistado, o que reflete diretamente nos lucros obtidos no mês. Dependendo da saúde financeira do negócio, uma contração no momento inadequado pode gerar prejuízos, uma vez que os dispêndios vão além do salário pago.

Por isso, é de suma importância saber realizar os cálculos corretamente. Assim, o gestor fica totalmente ciente do gasto extra que terá ao contar com um funcionário a mais e saberá se a decisão precisa ser adiada para um momento mais oportuno — quando o cenário estiver mais favorável.

No caso de uma má contratação, o impacto é ainda maior, uma vez que a empresa terá que arcar com o salário do colaborador, sofrerá com ineficiências (que também elevam os custos operacionais) e, posteriormente, provavelmente ainda sofrerá com o ônus ligado à demissão — e possível contratação de um novo profissional.

Logo, além de entender e acompanhar o cálculo do custo do funcionário, o gestor também precisa tomar cuidado com os processos de recrutamento e seleção, buscando um profissional que esteja alinhado aos objetivos e às políticas da empresa.

Obrigações e custos de um funcionário

As obrigações e os custos de um funcionário vão muito além do pagamento do salário. A seguir, explicamos quais aspectos estão envolvidos na folha de pagamento e no gasto total.

Gastos mensais

Existem alguns gastos que são fixos e incidem mensalmente. Entre eles, podemos citar:

  • transporte;
  • 13° salário;
  • férias;
  • contribuição previdenciária;
  • FGTS.

Outros gastos

Além dos custos obrigatórios, ainda existem alguns gastos eventuais ou de benefícios oferecidos. São eles:

  • pagamento de plano de saúde;
  • seguro de vida;
  • pagamento de horas extras;
  • gasto anual com reajuste salarial obrigatório;
  • vale-alimentação.

Encargos trabalhistas e regimes tributários

As categorias de MEI e ME estão encaixadas no Simples Nacional, o que torna os custos menos onerosos para essas empresas. Estar de acordo com o regime tributário é essencial para otimizar o recolhimento (reduzindo ou eliminando alguns gastos).

Simples nacional

Trata-se de um regime tributário voltado para empresas que têm um faturamento de até R$4,8 milhões. Ele oferece alíquotas menores e ainda permite que todos os tributos (federais, estaduais e municipais) sejam pagos em uma única guia de recolhimento — além de outros benefícios.

Encargos para MEI e ME

Os valores a serem recolhidos pelo MEI incluem:

  • INSS: 3%;
  • FGTS: 8%;
  • 13° salário: 8,33%;
  • Férias: 11,11%;
  • Previdenciário sobre 13º/Férias/DSR: 7,93%;
  • FGTS/Provisão de multa para rescisão: 4%.

Além disso, ainda vale citar o gasto com transporte (que algumas empresas têm), o qual pode ser repassado para o colaborador (nesse caso, o equivalente a 6% é descontado do salário todos os meses).

Lucro Real e Lucro Presumido

Já os regimes de lucro real (no qual o cálculo da tributação é baseado no lucro líquido) e de lucro presumido (no qual se encaixam empresas que faturam no máximo R$78 milhões/ano) têm gastos mais onerosos com a contratação de funcionário. Isso envolve a cobrança de:

  • INSS: 20%;
  • FGTS: 8%;
  • 13º salário: 8,33%;
  • Férias: 11,11%;
  • Previdenciário sobre 13º/Férias/DSR: 7,93%;
  • FGTS/Provisão de multa para rescisão: 4%;
  • Incra / SENAI / SESI / SEBRAE: 3,3%;
  • Salário educação: 2,5%;
  • Seguro acidente de trabalho (SAT): 3%.

Nesses casos, é possível identificar que os custos com um funcionário praticamente dobram (em relação ao MEI e às ME). É por isso que as grandes empresas sofrem com custos maiores, além da importância de se enquadrar no regime tributário mais adequado para as atividades realizadas e o faturamento obtido.

Como calcular o custo de um funcionário

É valido destacar que, mesmo com o Simples Nacional oferecendo alíquotas menos agressivas (em relação às que as grandes empresas pagam), existem variações dependendo da natureza do negócio.

Porém, para facilitar os cálculos e a compreensão de como eles funcionam, vamos supor que estamos falando de um colaborador que tem um salário mensal de R$1.000,00. Sendo assim, o custo dele envolve:

  • INSS (3%) = R$30,00;
  • FGTS (8%) = R$80,00;
  • 13° salário (8,33%) = R$83,30;
  • Férias (11,11%) = R$111,10;
  • Previdenciário sobre 13º/Férias/DSR (7,93%) = R$79,93;
  • FGTS/Provisão de multa para rescisão (4%) = R$40,00.

Total das deduções = R$424,33.

Gasto mensal total (salário + deduções) = R$1.424,33.

Isso sem contar os gastos com transporte, vale-alimentação, convênio médico, entre outros benefícios que a empresa pode oferecer para seus funcionários. No exemplo citado, pode-se perceber que os custos equivalem a quase metade do valor pago com o salário.

O cálculo do custo com funcionário serve para o gestor avaliar qual será o impacto de manter um colaborador sob as finanças da empresa. Isso quer dizer que esses valores são fundamentais para tomar uma decisão acertada, no momento mais oportuno — uma vez que a lucratividade do negócio será comprometida e, para empresas de pequeno porte (como é o caso de MEI e ME), qualquer valor pode ter grande impacto para o empreendedor.

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Conteúdo original Bemacash

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