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100 Startups to Watch: como as startups podem ajudar as grandes empresas a inovar? – Época NEGÓCIOS

100 Startups to Watch (Foto: Rafael Jota)
100 Startups to Watch (Foto: Rafael Jota)

Aconteceu nesta quinta-feira (06/06) a festa de premiação do 100 Startups to Watch, a lista das 100 startups mais promissoras do Brasil. Esta é a segunda edição do levantamento, feito por Pequenas Empresas & Grandes Negócios e Época NEGÓCIOS, em parceria com as consultorias Corp.vc e EloGroup.

Durante o coquetel, conversamos com vencedores do prêmio e representantes do ecossistema de tecnologia e inovação, e perguntamos a eles como as startups podem ajudar as grandes corporações na difícil tarefa de inovar. Confira abaixo o que eles falaram.

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Alan Leite, CEO da Startup Farm
“As startups são especializadas em resolver problemas específicos, do tipo que as grandes corporações não conseguem resolver. As companhias têm visto ganho no relacionamento, como uma forma de enxergar e resolver problemas. Claro que há um choque, porque as startups têm muita velocidade. Mas isso faz com que as companhias se movam, revejam processos e se arrisquem. Além disso, as startups desenvolvem tecnologiad únicad, que a grande corporação pode não ter visto. As startups têm inovação na veia.”

Rodrigo Bernardinelli, CEO da Digibee
“A startup é como uma pílula de eficiência dentro das grandes empresas. Muitas vezes, devido ao tamanho das corporações, os processos ficam engessados. As startups ajudam a trazer agilidade, dinâmica e pontos de vista diferentes, que não existiriam só ‘dentro de casa’.”

Lindalia Junqueira, membro do Conselho do 100 Startups to Watch
“As grandes empresas precisam aprender a ser ágeis como as startups. É claro que existe uma relação simbiótica, e que as startups também têm muito a aprender com as grandes empresas. Mas as corporações precisam de um novo mindset. Algumas companhias têm células ágeis inspiradas em startups, mas estas ficam isoladas do restante da empresa. E agilidade é essencial para o crescimento exponencial.”

Lucas Mendes, country manager do WeWork
“As startups vêm da escassez, fazem muito com pouco. Uma empresa grande, com o passar do tempo, perde esse sentimento. Eu acredito que as grandes empresas devem perguntar porque, mesmo com tantos recursos, elas não o atraem os jovens mais brilhantes, que procuram trabalho nas startups. É preciso criar um ambiente aberto à diversidade, onde as pessoas possam ser elas mesmas, com informalidade e flexibilidade.”

Pedro Roso, CEO e cofundador da Docket
“Muitas vezes a empresa não enxerga o problema. Ou até sabe que existe, mas não sabe como resolver. E a startup tem a solução, porque une as últimas tecnologias com um olhar de fora.”

Rafael Clemente, fundador do Elogroup
“Hoje as grandes empresas estão olhando para as startups tanto como um mecanismo para acelerar a inovação digital quanto como uma ferramenta de mudança da cultura corporativa.”

Arthur Trujillo Virzin, fundador da Flapper
“As startups têm que fazer o que fazem de melhor: serem ágeis. Com essa rapidez, elas podem muitas vezes validar um modelo de negócio que as empresas grandes achariam arriscado.”

Cassio Spina, presidente da Anjos do Brasil
“Eu acredito muito na sinergia entre as grandes empresas e as startups, porque elas são muito complementares. A startup traz o que falta na grande empresa, que é a capacidade de inovar e testar novos modelos de negócios. E a corporação também ajuda muito a startup com sua expertise. Pode até mesmo alavancar a startup em um mercado que ela domina, ou ao qual tem grande acesso.”

Carlos Tristan, cofundador da Squid
“Em uma grande organização, é difícil ter a mentalidade de uma startup, não ter medo de errar e assumir riscos. As startups podem ajudar as grandes empresas com esse mindset. Por isso, vemos companhias comprando startups para ter acesso a esse tipo de pensamento.”

Bruno Okamoto Ramos, CEO da EuNerd
“É difícil ajudar as grandes empresas a inovar. As companhias precisam dar mais oportunidades às startups. E, principalmente, derrubar as barreiras jurídicas que atualmente as tornam inacessíveis.”

Mariana Ramos Dias, CEO e cofundadora da Gupy
“As empresas querem inovar e as startups têm a solução. No entanto, ainda existem alguns gaps nessa relação. Os dois lados têm que reajustar seus processos para se aproximarem um do outro. Mas as grandes empresas têm começado a entender que se trata de uma troca. Para ter inovação você precisa se preparar para o risco e os erros, e ir ajustando no caminho.”

Renata Zanuto, head de startups e ecossistema do Cubo Itaú
“As grandes empresas passaram de um momento de curiosidade para a aproximação efetiva com as startups.  Acontece que elas não sabem necessariamente como se aproximar. Tentamos mostrar para as corporações que elas também precisam fazer uma transformação cultural para desenvolver esses projetos.”

Marilia Blotta, gerente do programa de PME da Microsoft
“As startups trazem soluções novas que, em geral, endereçam uma dor específica da sociedade. Muitas vezes, as grandes empresas não conseguem fazer isso, por terem uma visão mais ampla do mercado.”

Rubenson Chaves, diretor Digital e de Inovação da Sodexo
“Hoje, as empresa que mais crescem, e que colocam produtos e serviços no mercado com mais agilidade, são aquelas que se aproximam das startups. Acho que demorou um tempo para que as empresas entendessem como fazer negócios com startups. Na verdade, elas ainda estão aprendendo. Tomara que essa seja uma forma de fazer o ecossistema crescer.”

André Monteiro, CEO da +INNOVATORS
“É preciso alinhar as expectativas entre os dois lados. Muitas empresas acham que a startup precisa promover uma disrupção para ela, caso contrário não terá o que agregar. Na verdade, as startups podem melhorar processos, reduzir custos importantes… A cocriação é o grande ponto.”

Fernando Lopes Alberto, conselheiro de administração do Grupo Fleury
“Em um evento recente, ouvi um palestrante dizer que, nos próximos anos, as empresas vão viver a era do compliance, dos controles. Se isso acontecer, existe o risco de elas se distanciarem ainda mais do empreendedorismo. É preciso que as grandes empresas encontrem um equilíbrio entre a sua necessidade de ter controle e aderir às regras de compliance, e a criatividade inerente ao processo do empreendedor.”

Felipe Sobral, head de comunicação da Kenoby
“As empresas estão entendendo que o modelo de gestão atual deve mudar. O mercado precisa ser mais flexível, dinâmico e menos burocrático. As startups oferecem soluções para otimizar esses processos e construir ao lado das empresas a transformação digital.”

Fábio Flaksberg, diretor de operações da Omie
“Está caindo a ficha rapidamente para as grandes empresas de que é preciso se transformar e acompanhar de perto as startups, caso contrário vão ficar para trás. Hoje existem várias iniciativas nesse sentido, de corporate venture, de incubadoras, de aproximação em centros de inovação como o Cubo. Quem não fizer isso está fadado a ter problemas. Muitas empresas já estão atentas. A questão é a capacidade delas de agir rapidamente e mudar o mindset da companhia.”

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